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Por que o PIB da construção deve acelerar o ritmo em 2026

  • 11 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Depois de um ano de 2025 considerado abaixo do esperado para o setor da construção civil, as projeções para 2026 indicam uma retomada mais acelerada do Produto Interno Bruto (PIB) do segmento. Especialistas e entidades do setor já apontam que o próximo ano pode marcar uma melhora significativa no desempenho econômico da construção no Brasil.


Cenário atual e projeções para 2026

O Sinduscon-SP, com base em cálculos da Fundação Getulio Vargas (FGV), projeta que o PIB da construção civil deve crescer cerca de 2,7% em 2026, superando os 1,8% estimados para 2025. A aceleração está atrelada a várias frentes que começam a ganhar força na economia e no mercado imobiliário.


Entre os fatores que sustentam essa perspectiva está a expectativa de redução das taxas de juros, que têm sido um dos principais desafios para o setor em 2025. A tendência de queda nos juros deve melhorar o acesso ao crédito imobiliário, incentivando famílias e investidores a retomarem projetos de compra e construção.


Crédito habitacional e políticas públicas

O novo modelo de crédito habitacional no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) também é apontado como um importante estímulo. Com o aumento do teto de financiamento para imóveis de até R$ 2,25 milhões e limites de juros facilitados, o mercado tende a observar um aumento nas contratações de crédito para aquisição de imóveis residenciais.


Além disso, a introdução da Faixa 4 no programa Minha Casa Minha Vida deve estimular novas ofertas e projetos por parte das incorporadoras, criando um ambiente mais atrativo para lançamentos residenciais em 2026.


Infraestrutura e incentivos temporários

Outro elemento que deve fortalecer a construção no próximo ano é a continuidade dos investimentos em infraestrutura, tanto em saneamento quanto em logística e rodovias, especialmente por meio de contratos já firmados e modelos de financiamento via concessões privadas. Espera-se que esse ritmo seja mantido ao longo de 2026, impulsionado também pelo calendário eleitoral, que historicamente acelera a execução de obras no início dos mandatos.


Desafios ainda presentes

Apesar das perspectivas mais positivas, o setor continua enfrentando desafios estruturais, como a baixa industrialização da construção, que limita ganhos de produtividade e mantém altos os custos de produção, especialmente para imóveis voltados à classe média. A diversidade de normas municipais para aprovação de projetos também dificulta a padronização e a economia de escala nas obras.


O Sinduscon-SP destaca que negociações para padronização de regras no estado de São Paulo podem ajudar a destravar investimentos e ampliar o uso de sistemas industrializados, contribuindo para reduzir o gap entre demanda e oferta qualificada de imóveis.


Perspectivas para o setor

Em síntese, a expectativa é que, com a combinação de crédito imobiliário mais acessível, políticas habitacionais ampliadas e investimentos contínuos em infraestrutura, o PIB da construção civil acelere em 2026, oferecendo um cenário mais dinâmico para incorporadoras, construtoras e demais agentes do mercado imobiliário.


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Fonte: https://metroquadrado.com/


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