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Juros do financiamento imobiliário passam por ajustes leves em 2026, mas ainda refletem cenário de Selic alta

  • apredial
  • 19 de jan.
  • 3 min de leitura

No início de 2026, os juros do financiamento imobiliário no Brasil passaram por pequenas reduções em alguns bancos privados, mas continuam em um patamar elevado, refletindo o atual contexto macroeconômico e a taxa básica de juros (Selic) ainda alta.


Redução moderada nas taxas privadas


Entre o final de 2025 e o início de 2026, instituições como Itaú e Santander ajustaram suas taxas de juros para a compra da casa própria, ainda que de forma leve.


  • No Santander, a taxa inicial para financiamento imobiliário passou de 11,99% ao ano + TR para 11,79% ao ano + TR.

  • No Itaú, a taxa mínima recuou de 11,70% para 11,60% ao ano + TR.Essas reduções ainda são marginais, mas apontam para uma tendência de adaptação das instituições às condições de mercado e às mudanças recentes na política habitacional.

Banco

Juro vigente para casa própria

Juro casa própria em nov/dez de 2025

Santander

a partir de 11,79% ao ano + TR

a partir de 11,99% ao ano + TR

Itaú

a partir de 11,60% ao ano + TR

a partir de 11,70% ao ano + TR


Contexto da Selic e impacto sobre crédito


A Selic, principal referência para operações de crédito no Brasil, permanece elevada — acima de 14% ao ano no fim de 2025 — sem uma perspectiva clara de início de queda no curto prazo. Taxas básicas elevadas tendem a pressionar os juros de crédito, mesmo em segmentos como o imobiliário, que utilizam fontes de recursos específicas para redução de custo.


Apesar desse cenário, as taxas de financiamento imobiliário continuam abaixo da Selic, principalmente por causa do uso de mecanismos como a TR (Taxa Referencial) e o uso de recursos vinculados a poupança e FGTS, que reduzem o custo final para o consumidor.


Condições por instituição


Além das reduções em instituições privadas, o mercado financeiro mostra variação nas condições oferecidas:


  • O Banco Inter informa taxas a partir de cerca de 9,5% ao ano + IPCA em algumas modalidades.

  • O Bradesco trabalha com faixas de juros que vão de 11,70% a 12,73% ao ano, conforme dados oficiais do Banco Central.Já a Caixa Econômica Federal, principal agente de financiamento habitacional no país, informou que não planeja ajustes de juros, mas tem promovido mudanças na política de crédito que beneficiam uma parcela maior de mutuários, com tetos específicos para faixas de renda da classe média e baixa.


Entre as recentes alterações da Caixa estão:


  • Teto de juros de até 12% ao ano para a faixa de renda média que financia imóvel de até R$ 2,25 milhões;

  • Possibilidade de financiar até 80% do valor do imóvel para essa faixa;

  • Aumento dos limites de financiamento para famílias de baixa renda nas faixas do Minha Casa Minha Vida.


Cenário econômico e perspectiva futura


O cenário atual continua desafiador para quem busca crédito imobiliário, especialmente famílias de renda média que já enfrentam juros altos e exigência de renda mais robusta para aprovar financiamento. A resistência dos juros à queda em meio a uma Selic elevada limita parte da demanda, apesar de ajustes pontuais pelas instituições.


Entretanto, projetos de mudança no sistema de financiamento vêm sendo debatidos por autoridades financeiras, com foco em redução de custos e ampliação do acesso ao crédito, o que poderia trazer alívio ao consumidor nos próximos anos.


Fonte: https://portas.com.br

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