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Aluguel sobe mais que compra da casa própria no Brasil, mostram dados do FipeZap

  • 11 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

O mercado de moradia no Brasil tem registrado um movimento considerado desafiador para quem depende da locação. Dados do Índice FipeZap, indicador que acompanha preços de aluguel residencial em diversas cidades brasileiras, mostram que os preços dos aluguéis continuam subindo de forma expressiva — muitas vezes acima da inflação oficial do país e também em ritmo superior ao aumento nos preços de compra de imóveis.


Alta acumulada do aluguel e comparação com a inflação

Segundo o índice, os preços do aluguel residencial acumularam alta de 10,08% nos últimos 12 meses até outubro de 2025, um desempenho que supera amplamente a inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA em 4,68% no mesmo período.


Nos 10 primeiros meses de 2025, o preço do aluguel subiu 8,06%, quase três vezes mais que a inflação acumulada no período (3,73% do IPCA).


Comportamento por tipo de imóvel

A variação nos preços diferencia-se de acordo com o tamanho das unidades:


  • Imóveis de um dormitório tiveram alta de 10,62% no período de 12 meses.

  • Unidades maiores, com quatro ou mais dormitórios, registraram crescimento menor, de 9,37%.


Capitais com as maiores alta

Entre as capitais brasileiras monitoradas pelo FipeZap, os maiores aumentos acumulados nos últimos 12 meses foram observados em:


  • Aracaju (SE) — +21,57%

  • Teresina (PI) — +19,91%

  • Belém (PA) — +17,51%


Já no comparativo por preços médios do aluguel por metro quadrado, relatórios recentes apontam que o custo se mantém elevado em várias capitais, com São Paulo, Belém e Recife entre as cidades mais caras para locação residencial.


🏠 Aluguel x compra de imóvel

Os dados do FipeZap mostram que o preço do aluguel muitas vezes tem subido mais rapidamente do que os preços de compra de imóveis. Em 2024, por exemplo, o preço médio do aluguel já havia registrado uma alta de 13,5%, mais do que o dobro da inflação oficial no ano (4,83% do IPCA), enquanto os preços dos imóveis residenciais cresceram em ritmo mais moderado.


Esse cenário tem reforçado uma percepção no mercado: embora o sonho da casa própria continue presente, para muitos brasileiros o custo da locação tem se tornado proporcionalmente mais pesado, influenciado por fatores como oferta restrita, demanda por moradia urbana e custos de manutenção e vacância imobiliária.


📉 Alta persistente apesar de desaceleração mensal

Embora o ritmo da alta nos preços de aluguel tenha desacelerado em alguns meses — mostrando, por vezes, variações mensais mais moderadas — o acumulado continua acima da inflação e impõe pressão sobre o orçamento das famílias. Em setembro de 2025, por exemplo, o índice registrou aumento de 0,55%, novamente acima da inflação do mês.


📌 O que isso significa para o mercado

A trajetória de alta dos aluguéis tem impactos importantes tanto para inquilinos quanto para investidores:


  • Inquilinos enfrentam maior peso no orçamento mensal, com reajustes contínuos mesmo diante de inflação mais moderada.

  • Proprietários e investidores podem enxergar maior retorno em imóveis voltados à locação, especialmente em regiões com maior demanda e menor estoque disponível.


O cenário sugere ainda que, apesar de oscilações pontuais, o mercado de locação deve continuar pressionado por fatores estruturais, como urbanização, oferta limitada de moradia e condições de crédito, que influenciam a dinâmica entre oferta, demanda e preço final ao consumidor.




Fonte: https://valorinveste.globo.com/

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