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Taxa de condomínio já compromete mais da metade do salário mínimo no Brasil

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

O custo de morar em condomínios no Brasil tem aumentado de forma significativa e já representa um peso importante no orçamento das famílias. Levantamento recente indica que a taxa média de condomínio no país chegou a R$ 828,13 em 2025, valor que corresponde a mais da metade do salário mínimo brasileiro.


Na comparação com o salário mínimo de 2025 (R$ 1.518), o valor médio representa cerca de 54,6% da renda mensal. Mesmo considerando o piso atualizado para R$ 1.621 em 2026, o condomínio ainda compromete cerca de 51% do rendimento de quem recebe um salário mínimo.


Custos cresceram acima da inflação


Além do impacto direto no orçamento, outro ponto que chama atenção é o ritmo de aumento das taxas condominiais. Em 2025, os valores cresceram 6,8%, superando a inflação oficial medida pelo IPCA, que fechou o período em 4,26%.


Entre os principais fatores que pressionam os custos estão:

  • aumento dos gastos com mão de obra e folha de pagamento;

  • despesas maiores com segurança e tecnologia;

  • reajustes em contratos de serviços e manutenção;

  • impacto de juros elevados e inflação de insumos.


Diferença de valores por região


O levantamento também mostra que o valor das taxas varia conforme a região do país.

Média das taxas de condomínio por região:


  • Nordeste: R$ 885,08

  • Norte: R$ 868,79

  • Sudeste: R$ 848,47

  • Centro-Oeste: R$ 735,64

  • Sul: R$ 661,26 


As regiões Nordeste, Norte e Sudeste concentram os valores médios mais altos, todos acima da média nacional.


Inadimplência e impacto nos condomínios


Apesar do aumento das taxas, a inadimplência condominial manteve relativa estabilidade, encerrando 2025 em 6,28%, com leve queda em relação ao ano anterior.


Outro dado curioso é que condomínios com taxas mais baixas costumam registrar maior atraso nos pagamentos. Empreendimentos com boletos até R$ 500 apresentam cerca de 9,9% de inadimplência, enquanto condomínios com taxas acima de R$ 1 mil registram cerca de 4,5%.


Especialistas apontam que o descompasso entre o aumento das despesas e a capacidade de pagamento dos moradores tem se tornado um desafio crescente para síndicos e administradoras.


Pressão no orçamento das famílias


Com a taxa de condomínio consumindo uma parcela cada vez maior da renda, o custo de manutenção dos edifícios passa a ser um fator decisivo na escolha de um imóvel. Para muitas famílias, o valor mensal do condomínio já se aproxima — ou até supera — outras despesas fixas da moradia.


Esse cenário reforça a necessidade de gestão financeira eficiente nos condomínios e também de planejamento por parte dos compradores e inquilinos ao avaliar o custo total de morar em um empreendimento.


Fonte: valorinveste.globo

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