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Mercado imobiliário aquecido aponta para novo boom no Brasil em 2026

  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

O mercado imobiliário brasileiro deve entrar em um novo ciclo de expansão em 2026, impulsionado por alta demanda, melhora nas expectativas econômicas e retomada gradual do crédito. Mesmo em um cenário recente de juros elevados, analistas e empresas do setor avaliam que o segmento mostra resiliência e potencial de crescimento acima da média da economia.


Segundo especialistas ouvidos pela CNN Brasil, o desempenho dos últimos trimestres indica um setor aquecido, com aumento nas vendas, nos lançamentos e na intenção de compra de imóveis em todo o país.


Intenção de compra atinge nível histórico


Um dos principais indicadores do otimismo no setor é o avanço da intenção de compra de imóveis no Brasil. Levantamento da Brain Inteligência Estratégica mostra que 50% dos brasileiros pretendem adquirir um imóvel, o maior patamar já registrado.


O desejo é especialmente forte entre os jovens da Geração Z (21 a 28 anos), grupo no qual 56% manifestam intenção de compra, contrariando a percepção de que as novas gerações preferem morar de aluguel.


Investidores voltam ao “tijolo”


Outro fator que sustenta o aquecimento do mercado é o aumento da compra de imóveis como investimento. No quarto trimestre de 2025, 26% das aquisições foram motivadas por investimento, ante 20% no mesmo período do ano anterior.


O movimento é favorecido pelo chamado “efeito riqueza”: com ganhos expressivos no mercado financeiro, investidores têm migrado parte dos recursos para imóveis, considerados ativos mais estáveis e com potencial de valorização real.


Valorização imobiliária supera a inflação


Em algumas regiões, os preços dos imóveis já mostram ganhos reais. Na cidade de São Paulo, por exemplo, o valor do metro quadrado subiu 2,1% no último trimestre de 2025, acima da inflação estimada em 1,2% no período.


Esse desempenho aproxima o retorno imobiliário de aplicações financeiras tradicionais, especialmente em um cenário de expectativa de queda gradual dos juros.



Custos e reformas são desafios


Apesar do cenário positivo, o setor acompanha riscos que podem pressionar preços e custos, como mudanças na legislação trabalhista e aumento da mão de obra na construção civil.


Entidades do mercado alertam que alterações na jornada de trabalho podem elevar o custo da construção, que já tem a mão de obra representando cerca de metade dos gastos do setor.


Construção deve crescer acima do PIB


As projeções para 2026 indicam que a construção civil deve crescer acima da economia brasileira. A estimativa é de expansão em torno de 2%, superior ao crescimento esperado do PIB nacional.


O desempenho deve ser impulsionado por fatores como:

  • início do ciclo de queda da taxa Selic

  • ampliação de programas habitacionais

  • orçamento recorde do FGTS para moradia

  • investimentos em infraestrutura


Se o cenário macroeconômico se mantiver estável, especialistas avaliam que o país pode registrar recorde histórico de transações imobiliárias nos próximos anos.


2026 pode marcar nova fase do setor


Após anos de adaptação a juros altos e restrições de crédito, o mercado imobiliário brasileiro entra em 2026 com fundamentos mais sólidos, demanda aquecida e perspectivas de expansão.


A combinação de maior intenção de compra, retorno do investidor e melhora gradual do ambiente econômico coloca o setor como um dos potenciais motores do crescimento do país no próximo ciclo.


Fonte: cnnbrasil.com.br


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