Aluguel residencial sobe 2,45% no 1º trimestre e supera inflação
- há 17 horas
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O mercado de locação residencial iniciou 2026 em ritmo de alta. De acordo com o Índice FipeZap, o preço dos aluguéis no Brasil registrou alta de 2,45% no primeiro trimestre, desempenho superior tanto à inflação quanto à valorização dos imóveis para venda no mesmo período.
Alta supera inflação e preço de venda
O avanço dos aluguéis foi mais intenso do que outros indicadores econômicos. Enquanto o aluguel subiu 2,45% entre janeiro e março, o preço de venda dos imóveis residenciais teve alta de 1,01%, e a inflação oficial medida pelo IPCA ficou em 1,92% no período.
O resultado reforça a pressão sobre o mercado de locação, que segue aquecido em diversas regiões do país.
Março mostra leve desaceleração
Apesar do avanço no trimestre, o mês de março apresentou uma leve desaceleração no ritmo de crescimento. O aumento foi de 0,84%, abaixo da alta registrada em fevereiro, que havia sido de 0,94%.
Ainda assim, o movimento confirma a tendência de valorização contínua dos aluguéis em 2026.
Reajustes mais baixos para contratos antigos
Um ponto relevante é o comportamento do IGP-M, índice tradicionalmente utilizado para reajuste de contratos de aluguel. No primeiro trimestre, o indicador registrou variação de apenas 0,19% e acumula queda de 1,83% nos últimos 12 meses.
Na prática, isso indica que contratos antigos tendem a não sofrer reajustes significativos neste início de ano, ao contrário dos novos contratos, que seguem refletindo os preços atualizados de mercado.
Alta espalhada pelo país
O aumento dos aluguéis foi observado em grande parte das cidades monitoradas. Em março, 30 das 36 cidades pesquisadas registraram alta nos preços, demonstrando a abrangência do movimento.
Entre os maiores avanços, destacam-se:
Aracaju: +6,53%
Campo Grande: +4,64%
Manaus: +3,60%
Outras capitais também registraram crescimento, como:
Recife: +1,45%
Rio de Janeiro: +1,59%
São Paulo: +0,56%
Brasília: +0,53%
Em Fortaleza, a alta foi de 0,44% em março, acompanhando a tendência nacional de valorização.
Quedas pontuais em algumas cidades
Na contramão do movimento geral, algumas capitais registraram recuo nos preços de locação, como:
São Luís: -1,24%
Natal: -0,47%
Salvador: -0,37%
Tendência para o mercado
O cenário indica que o mercado de locação segue pressionado pela demanda, com reajustes mais visíveis nos novos contratos. Ao mesmo tempo, a diferença entre os índices de correção pode gerar um descompasso entre contratos antigos e novos valores praticados.



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