top of page

Intenção de compra de imóveis atinge 50% no Brasil e sinaliza mercado aquecido para 2026

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

A intenção de compra de imóveis no Brasil alcançou 50% da população com renda familiar acima de R$ 2.500, segundo dados da Pesquisa de Intenção de Compra de Imóveis, realizada pela Brain Inteligência Estratégica. O índice divulgado para o quarto trimestre de 2025 representa um avanço de cinco pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024, consolidando um cenário de confiança e potencial aquecimento no mercado imobiliário nacional.


Mesmo em um contexto de juros elevados — com a taxa Selic ainda em 15% ao ano — metade dos consumidores com capacidade de compra mostrou disposição em fechar negócio nos próximos meses, o que indica que a expectativa de aquisição de um imóvel segue firme.


Perfil dos potenciais compradores


A pesquisa também mostra um perfil diversificado de interessados na compra de imóveis:


  • Geração Z (21 a 28 anos) lidera a intenção de compra, com 56% dos entrevistados demonstrando interesse — crescimento frente aos 49% registrados no final de 2024.

  • Em seguida, a Geração Y (29 a 44 anos) aparece com 54% de intenção de compra.

  • A Geração X (45 a 60 anos) registrou 44%, enquanto os Baby Boomers (61 a 79 anos) tiveram 31%.


Esse comportamento reforça o papel crescente dos mais jovens no aquecimento da demanda por imóveis, impulsionado por fatores como maior entrada no mercado de trabalho, planos de independência e o planejamento financeiro de longo prazo.


Preferências por tipo de imóvel


Quanto ao tipo de moradia, os dados mostram que a preferência dos potenciais compradores se concentra em:


  • Apartamentos — escolhidos por 48% dos entrevistados;

  • Casas em rua — opção de 34%;

  • Casas em condomínio fechado — preferidas por 15%


Esse padrão reflete a tendência de concentração urbana e a busca por conveniência e infraestrutura associada às moradias verticais em áreas metropolitanas.


Motivações que impulsionam a compra


Entre as razões apontadas pelos entrevistados que pretendem adquirir um imóvel, as principais são:


  • Sair do aluguel — mencionado por 32%;

  • Independência residencial (saída da casa dos pais) — 13%;

  • Mudança de localidade — 5%;

  • Casamento — 3%;

  • Separação — 2%.


Esse conjunto de motivações revela que a compra de imóvel ainda está intimamente ligada a mudanças de ciclo de vida e à estabilidade patrimonial.


O que isso significa para o mercado imobiliário


O índice de 50% representa o nível mais alto de intenção de compra desde o início da série histórica da pesquisa, iniciada em 2019. Mesmo diante de taxas de juros elevadas, a confiança dos consumidores em adquirir um imóvel sinaliza uma retomada de apetite por investimentos imobiliários e potencial impulso para vendas e contratações de crédito habitacional em 2026.


Especialistas interpretam o resultado como um reflexo do aumento na segurança financeira de parte da população e da percepção de que o imóvel continua a ser um ativo valorizado tanto para moradia quanto para investimento.


Fonte: https://odia.ig.com.br

 
 
 

Comentários


bottom of page